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Norberto Garcia-Cairasco
Um par de anos atrás quando escrevemos um artigo sobre o cérebro e as artes visuais (Garcia-Cairasco, 2000), percebemos o quanto este tema é intrigante, empolgante e ao mesmo tempo difícil de ser abordado. Apresentávamos na ocasião a perspectiva dos artistas plásticos que, ao longo dos séculos, modelaram o cérebro e as suas funções com enorme criatividade. Comentávamos como nesta caminhada estético-científica o homem não evitou que tendenciosidades e influência de dogmas do momento e das ignorâncias a ela associadas, repercutissem sobre esses modelos. Vários momentos dessa história das Neurociências foram brilhantemente discutidas, entre outras obras, no livro The Enchanted Loom: Chapters in the History of Neuroscience (De Corsi, 1989). :: Ler Mais »
Leonardo da Vinci - O Grande Génio do Renscimento
Leonardo é um dos génios mais extraordinários de que a Humanidade se pode glorificar, um dos exemplos mais espantosos da cultura universal e um homem de infinita curiosidade, radicalmente interessado em todos os campos do saber e do conhecimento.
Pela diversificação de áreas de interesse e pela genialidade revelada, Leonardo transcende, em muito, os limites do seu tempo.
Possuía quase dons a mais, incluindo um físico magnífico, uma beleza masculina superlativa, uma voz excelente para o canto, uma ousadia científica, uma excelência matemática, enfim, uma superabundância de talentos. Foi pintor, escultor, arquitecto, engenheiro, anatomista, músico e naturalista. :: Ler Mais »
Mais um livro que leio e releio que está sempre comigo, é um consolo para a minha alma
O Despertar do Homem Interior em pleno século XXI de Jorge Angel Livraga Ediçoes Nova-Acrópole
” Acreditamos que toda a pessoa é inatamente filósofa, que todos somos filósofos. Acreditamos que não existe uma universidade que possa fazer filósofos. Esta pode reconhecer, mediante um título, uma série de conhecimentos técnicos, mas não há universidade que faça filósofos, portas ou músicos, Ohomem leva dentro de si essa inquietude. O philo-sophos, que quer dizer, o apaixonado da sabedoria e da profundidade das coisas, está em todos nós. Simplesmente é questão- como diria Sócrates- de nos reencontrarmos com nós próprios, para nos reconhcermos, para nos vermos no espelho encantado desse rosto interior, o nosso profundo rosto( )
Nós temos a capacidade de poder contactar com esse mundo invisível que nos rodeia, mas necessitamos de desenvolver as nossas potências interiores de esperança. Por outras palavras , necessitamos desenvolver o nosso mundo espiritual . Um mundo que não se quebra com as mãos, um mundo que não se pode comprar com dinheiro, um mundo que não responde ás ameaças, um mundo que está mais além de todas as circunstâncias da vida. E todos nos nesessitamos participar nesse mundo mesmo que o tenhamos esquecido”
Joege Angel Livraga
A VÉNUS DE TAN TAN E DE BEREKHAT RAM: QUANDO NASCEU A ARTE SIMBÓLICA
Quando nasceu o pensamento simbólico? Nós sabemos, sem dúvida, que uma das características do ser humano, que não é somente racional – a capacidade de estruturar de uma maneira abstracta as sensações através da imagem mental das ideias – senão que é também naturalmente simbólico. Que significa isto? O que pode criar símbolos, de comunicar com o invisível ou com a percepção que tem do invisível através dos símbolos. O homem não é, portanto só homo sapiens, mas também homo simbólicus. A faculdade de simbolizar está muito ligada à imaginação e à intuição. À imaginação, porque como esta, é a faculdade de criar imagens, de estender pontes até ao desconhecido, para estabelecer relações entre o invisível e o intangível e as imagens que percebemos através dos sentidos. Por exemplo, quando dizemos que a verdade é duradoura e a mentira frágil e com os pés de barro; quando expressamos que o amor é doce; ou simplesmente, quando vinculamos a nossa alma a “aquilo que está dentro”. Tudo é metáfora e, consequentemente, uma expressão em símbolos do que não nos é expressável nem transmissível. A capacidade de simbolizar também está muito unida à intuição, que é um modo de conhecimento directo, sem processo discursivo. A intuição ou a visão da alma, permite a percepção das verdades sem discurso racional e, consequentemente, sem deformação. A faculdade para simbolizar necessita da intuição porque para expressar em imagens uma ideia, imagens não arbitrárias, mas em consonância de facto com esta ideia, é preciso primeiro que a alma perceba essa ideia por meio da intuição, é preciso que, para a alma, seja evidente esta verdade; e isto não é possível sem intuição, que, como dissemos, é o olho da alma. A faculdade de simbolizar é precedente à de criar mitos, faculdade que quando conecta mito e logos, é quase divina. É assim que Fernando Pessoa dizia que “Desejo ser um criador de mitos, que é o mistério mais alto que pode obrar alguém da humanidade.” :: Ler Mais »
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